1 de dez. de 2009

Gran Torino

Clint Eastwood melhor do que nunca, cria um veterano da guerra do Coréia que, como em todos os filmes de veteranos de guerra, nunca para de falar da própria guerra! Mostra o quanto uma pessoa pode ser desumanizada e rehumanizada. A fotografia do filme é boa e em boa parte bem neutra, não cria nem um clima, alegre e nem depressivo.
O desfecho pode ser desapontante pra quem espera, salvações regada à balas, estiblo Matrix, porém um ato de bondade as vezes é mais eficiente do que tiros.
No início a antipatia pelo velho caquético é inevitável, mas ao decorrer do filme entendemos seu jeito de pensar, seu demônios (que se demonstram coisas superfulas) e suas obrigações e escolhas na guerra, na vida e na morte.
É perceptível também o quanto a família é uma instituição falida, a partir do momento em que as pessoas não se conhecem e simplesmente se juntam para cumprir uma imagem social que não reflete o interior.
Um pouco de clichê não faz mal a ninguém, por isso as frases de impacto do filme se salvam, sejam elas engraçadas, tristes ou redentoras.
O drama é bem controlado, não carrega sentimentalismo até o pescoço, tudo acontece muito rápido, dando impressão de um vazio, de que tudo que aconteceu passa e só resta uma coisa boa: o Ford Gran Torino de 1976.

Ponto Positivo: Roteiro, Trilha Sonora e Direção ferrados!
Ponto Negativo: uma cara de 1853758426 anos não bota todo esse pânico, ok?!

Nota: 8,0