1 de dez. de 2009

Gran Torino

Clint Eastwood melhor do que nunca, cria um veterano da guerra do Coréia que, como em todos os filmes de veteranos de guerra, nunca para de falar da própria guerra! Mostra o quanto uma pessoa pode ser desumanizada e rehumanizada. A fotografia do filme é boa e em boa parte bem neutra, não cria nem um clima, alegre e nem depressivo.
O desfecho pode ser desapontante pra quem espera, salvações regada à balas, estiblo Matrix, porém um ato de bondade as vezes é mais eficiente do que tiros.
No início a antipatia pelo velho caquético é inevitável, mas ao decorrer do filme entendemos seu jeito de pensar, seu demônios (que se demonstram coisas superfulas) e suas obrigações e escolhas na guerra, na vida e na morte.
É perceptível também o quanto a família é uma instituição falida, a partir do momento em que as pessoas não se conhecem e simplesmente se juntam para cumprir uma imagem social que não reflete o interior.
Um pouco de clichê não faz mal a ninguém, por isso as frases de impacto do filme se salvam, sejam elas engraçadas, tristes ou redentoras.
O drama é bem controlado, não carrega sentimentalismo até o pescoço, tudo acontece muito rápido, dando impressão de um vazio, de que tudo que aconteceu passa e só resta uma coisa boa: o Ford Gran Torino de 1976.

Ponto Positivo: Roteiro, Trilha Sonora e Direção ferrados!
Ponto Negativo: uma cara de 1853758426 anos não bota todo esse pânico, ok?!

Nota: 8,0

30 de nov. de 2009

Ônibus 174 - Bus 174


Este documentário de 2002 dirigido por José Padilha (de Tropa de Elite) mostra mais da violência urbana no Rio de Janeiro a exemplo das grandes capitais.
A narrativa aborda a vida da faixa da população que segue invisível, marginalizada, a partir da perspectiva do seqüestrador do ônibus.
Mostra de forma humana as pessoas indesejadas socialmente, e explica que a situação de violência das grandes metrópoles é estrutural e cultural.
A primeira cena do filme mostra um travelling do norte ao sul da cidade do Rio de Janeiro, mostrando de favelas à condomínios de luxo, tornado mais surpreendente e chocante o quanto as pessoas bem sucedidas e alheias às causas da violência cavam suas próprias covas.
O filme faz um perfil psicológico dos ditos "marginais" com pouco sentimentalismo e cria uma teoria do que poderia levar uma pessoa que não é capaz de matar a ser ouvida e vista por milhões de espectadores através de um gesto de violência e desespero.
Ponto Positivo: A violência cotidiana e real mostra que hollywood não torna as pessoas tão apáticas à violência.
Ponto Negativo: Tentativa de solucionar o problema, cadê?
Nota: 7,0

12 de out. de 2009

Once - Apenas Uma Vez


Filme dirigido por John Carney, o mesmo diretor de O clube dos suicidas. Once é um filme conduzido como a vida, aparentemente despropositado, mas que trás um profundidade intrinsica que é fascinante! Obtemos esse contato - no filme - através da música, o que faz do filme um musical sem espetáculosidades, mas com alma.
O drama do enredo não é trágico, é construtivo. Mostra como os sentimentos se confundem de acordo com o que vivemos. Uma amizade intensa pode ser uma pequena paixão. A barreira entre amizade e relacionamento amoroso muitas vezes se funde e perdemos o foco.
Lí que o filme foi rodado em 17 dias, acho que não havia verba e por isso que a parte técnica foi defasada. Muitas vezes me senti incomodado ou irritado com a intabilidade da câmera da ombro tremendo ou enquadrando fundos estranhos para filmes profissionais. Isso merecia mais atenção porque a filmagem em si é o que faz a pessoa ter empatia pelo personagem e "viver" o que se passa no filme.
Entretanto a essencia é facilmente entendida. É um filme de olhar positivo para as frustrações e perdas. "If you never try u'll never know".

Ponto Positivo: Trilha Sonora e Figurino
Ponto Negativo: Filmagem digital por vezes amador ao ponto de me desconcentrar

Nota: 6,0

1 de out. de 2009

W.

Biografias sempre fizeram parte do trabalho do cineasta Oliver Stone que no segundo semestre de 2008 lançou W. sobre a vida de George W. Bush. que expoem o que nós acompanhamos durante 8 anos de madato do republicano estadunidense: um homem fraco, influenciável, sem lábia, com uma ideologia pré-fabricada e sem argumentos próprios. Mostra também um cara simpático em sem empatia alguma.
A satirização da guerra do Iraque é lindamente divertida!
A caracterização dos atores é um ponto super-forte do filme. Josh Brolin é Bush na tela, assim como Dick Chaney e Collin Powell. A narração se dá em flash-backs, mostrando as influências de vida de Bush e o que aconteceu pra um cara bêbado e inconsequente se tornar um presidente bêbado e inconsequente, mas ninguém é de todo ruim.
Stone me faz ter 'uma sede" e ao mesmo tempo pena desse cara que foi estúpido, só isso.

Ponto Positivo: Maquiagem, Trilha Sonora, Edição.
Ponto Negativo: Livros biograficos são confiáveis? Porque o filme foi baseado nele. O que eu sabia da vida do Bush bateu, mas será que tudo foi assim mesmo? Será Dick Chaney a Besta?
Nota: 7,8

12 de set. de 2009

On the Edge - A beira da loucura / O clube dos suicidas


O Clube dos suicidas é uma crônica moderna de apego e desapego à vida. Afinal, o suicídio em sí é uma afirmação. Um desejo incontrolável de se sentir vivo sem que isso seja um castigo. Creio que a satisfação do suicida seja o segundo antes da morte, onde ainda pode-se pensar no destino fatal ou penas sentir o vento bater no rosto... A ideia de passagem pode trazer satisfação ao mesmo tempo que a dor é o alívio de sentir-se vivo. Paradoxal não?! Só existe uma certeza: volta do mundo dos mortos é no mínimo frustrante.
Como se enquadrar na realidade quando você se sente totalmente deslocado? Qual é o seu interesse na vida? Falar de si não resolve nada?
Uma coisa é certa, sentir o perigo eminente da morte faz você avaliar muito bem a sua vida e mostra que coisas simples como um sorvete podem mudar um dia!
Essas coisas simples e não planejadas fazem a vida menos pesada, menos deprimente, menos opressiva.

Ponto Positivo: Trilha Sonora! Confiram!
Nota: 8,0

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